O que o Rock in Rio Lisboa pode deixar de legado para a cidade
O Rock in Rio Lisboa chegou ao fim no final de junho com uma novidade histórica. Em quatro dias de evento, o festival atingiu a marca de 330 mil pessoas e estr...
O Rock in Rio Lisboa chegou ao fim no final de junho com uma novidade histórica. Em quatro dias de evento, o festival atingiu a marca de 330 mil pessoas e estreou um conceito inédito: transformar a Cidade do Rock em um espaço de experimentação para soluções inovadoras. A iniciativa, chamada de Smart City of Rock, simulou na prática o funcionamento de uma cidade inteligente e serve de modelo para iniciativas que podem ser implementadas na cidade. Quem acompanhou de perto a novidade foi Beto Marcelino, fundador e Presidente do Conselho do Grupo iCities, hub de inovação em cidades inteligentes sediado em Curitiba, que auxiliou na estruturação do novo conceito aplicado na edição deste ano. “Vi que é possível levar o conceito de cidades inteligentes para um lugar que abriga quase 100 mil pessoas em um dia de evento. Você tem todos os problemas que uma cidade enfrenta: logística, segurança, altas temperaturas, clima, e a questão de transitar de forma mais ordenada em busca de alimento, bebida, banheiro e até produtos de higiene”, afirma Marcelino. Beto Marcelino, fundador e Presidente do Conselho do Grupo iCities. Divulgação/iCities. Como surgiu a ideia A Smart City of Rock nasceu do encontro entre a logística de produzir grandes eventos e a infraestrutura aplicada em cidades inteligentes. Para organizar 330 mil pessoas em quatro dias, um evento da escala do Rock in Rio precisa levar em consideração setores que também compõem o planejamento das cidades. Em Lisboa, a iniciativa reuniu 13 startups para contribuir com soluções distribuídas em diferentes eixos: mobilidade, infraestrutura e integração de dados, acessibilidade e sustentabilidade. Para colocar a ideia em prática, foi montado um estande da Cidade do Rock, onde essas startups apresentaram aplicativos para encontrar banheiros livres e comida, além de máquinas de reciclagem. Na área de mobilidade, foram conectadas vagas ociosas de estacionamento ao plano de mobilidade do festival. Já na gestão de infraestrutura, foram integrados em tempo real os dados de todos os parceiros, alimentando um gêmeo digital, réplica virtual capaz de ampliar a visão da organização sobre o que acontecia no espaço físico. “A central de monitoramento do Rock in Rio estava interligada com o Smart City of Rock, acompanhando qualidade do ar, temperatura e assistência médica”, relata Marcelino. Essa integração de dados também permitiu gerenciar os fluxos e as filas dos banheiros do festival, com informações de lotação e tempo de espera em tempo real disponíveis aos participantes. Já nas frentes de acessibilidade e sustentabilidade, o evento contou com soluções de reciclagem e espaços pensados para públicos específicos. “Foi pensado em duas soluções para pessoas com deficiência, em áreas bem nobres: uma área para PcD e também uma área para pessoas com autismo”, complementa. Segundo ele, essa estrutura toda representa uma oportunidade de testar soluções com avaliação dos próprios usuários do evento. “Foram colocadas diversas soluções à disposição no evento, que podem ser transpostas para as cidades. No dia 1º de julho, uma banca avaliou a possibilidade de levar essas soluções para a cidade de Lisboa, em acordo com a Câmara dos Vereadores e a Prefeitura”, ressalta. “Acredito que fica o legado de um pensamento na pessoa que está ali como espectador: ter mais qualidade de vida não só na questão da música e do entretenimento, mas também um olhar de cidadão”, destaca Beto. Relação com o Brasil O iCities atuou como Business Connector da Smart City of Rock, conectando o ecossistema de inovação brasileiro ao festival, em parceria com a Liquid Innovation Co. “O iCities é uma marca pioneira, a primeira empresa do Brasil a levantar a bandeira de cidades inteligentes, a fazer o primeiro evento do tema no país e depois trazer a internacionalização, levando o Brasil também para a Europa, para os eventos de Barcelona. Acredito que a participação do Brasil, por meio do iCities, é natural em eventos que envolvem a temática de smart cities, e no Rock in Rio não foi diferente. Os integrantes da Liquid que estiveram no Brasil trabalhando em conjunto no evento de 2025. Há uma conversa muito próxima entre os organizadores do Smart City of Rock e o iCities, inclusive para pensarmos em futuras parcerias em eventos nos quais eles participam da organização, como o Rock in Rio do Rio de Janeiro, agora em setembro”, conclui Marcelino. Sobre o Grupo iCities O Grupo iCities é uma holding brasileira dedicada a impulsionar a transformação das cidades por meio da inovação, da tecnologia e da articulação entre os setores público, privado e acadêmico. Com mais de uma década de atuação e sede em Curitiba (PR), o grupo é referência nacional no ecossistema de cidades inteligentes e atua de forma estratégica para conectar desafios urbanos a soluções concretas e sustentáveis. Com uma arquitetura de marca que contempla diferentes frentes de atuação, o iCities organiza eventos, promove programas de capacitação, desenvolve projetos e fortalece redes de colaboração em todo o país. Com a chancela da Fira Barcelona, é responsável pela realização de eventos notáveis como o Smart City Expo Curitiba, o IoT Solutions Congress Brasil e o Tomorrow.Blue Economy, sendo essa uma de suas principais verticais de negócios. O Grupo iCities atua como catalisador de soluções inovadoras para os desafios urbanos contemporâneos, ao unir propósito, conhecimento, negócios e impacto para construir cidades mais inteligentes, sustentáveis e centradas nas pessoas.